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DIA MUNDIAL DO LIVRO + RESENHA ESPECIAL

Eai pessoal, como estão?



Domingão, véspera de feriado, não tinhamos como encerrar essa maratona sem trazer esse post super especial!

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Vamos primeiro deixar um contexto histórico…


No Dia Mundial do Livro também é celebrado o dia dos Direitos de Autor.
A Unesco escolheu a data do Dia Mundial do Livro em 1995, em Paris, durante o XXVIII Congresso Geral.
O dia 23 de abril foi escolhido por ser a data da morte de três grandes escritores da história: William Shakespeare, Miguel de Cervantes, e Inca Garcilaso de la Vega. 23 de abril é também a data de nascimento ou morte de outros autores famosos, como Maurice Druon, Haldor K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
-Via Calendarr

E agora a Mega resenha!

A resenha de hoje é de um livro gentilmente cedido pela nossa parceira,  Editora Jaguatirica , e apesar do nome do autor, ele é 100% nacional (rs..) Bora lá.



A morte e os seus mosqueteiros
★★★★★
Autor: Roberta Martins
Gênero: Romance / Romance policial
Editora Jaguatirica
Páginas: 140
Ano de publicação: 2015
ISBN: 9788566605570


Sinopse

Em seu novo romance policial, Anatole Jelihovschi mergulha fundo no cotidiano das infâncias perdidas, dos relacionamentos partidos, das oportunidades que tantos ainda acreditam distantes demais da realidade.

A morte e os seis mosqueteiros é a história de seis garotos muito amigos de uma favela. Quando crianças, tudo era uma grande brincadeira. Os meninos gostavam de se imaginar nos mundos de capa e espada, ou na peça ‘O fantasma da ópera’, mas na verdade moravam em uma favela violenta, com bandidos e policiais trocando tiros e matando gente. Ainda quando a infância sequer os havia deixado, a violência e o tráfico na comunidade em que viviam, de uma forma ou de outra, acabariam por envolvê- los em uma teia de morte, assassinando seus sentimentos, valores e, principalmente, sua amizade.

“...Gritos, injúrias, súplicas. Cheiro de Pólvora, cheiro de carne queimada. De madrugada volta o silêncio. No dia seguinte lá estão os corpos no chão...”


A morte e os seis mosqueteiros é o primeiro livro nacional que eu leio que fala da situação de quem vive na favela com tanta perfeição, sem romantização, sem efeito, apenas a infeliz realidade de seus moradores.


Quando pegamos o livro pela primeira vez e observamos a capa vemos claramente que o vermelho é a cor predominante e que, ao fundo, existem casas e mais casas amontoadas uma sobre as outras, logo podemos concluir que o sangue escorre pela favela e que a leitura não será “leve”.


~ Mas então você deve está se perguntando: Mas Amanda, em comemoração ao Dia Mundial do Livro você trás logo um livro sobre morte?”


E a resposta para isso é bem simples: trago um livro assim pelo fato da literatura não ser somente composta por romances e contos de fadas, e não existirem apenas livros fofinhos que nos fazem chorar de amores, mas por ela nos levar a um universo totalmente diferente do que conhecemos e nos fazer pensar nas nossas ações através de livros incríveis que tratam de coisas que acontecem bem ao nosso lado e nós, muitas vezes, nem ligamos.~
É incrível como 140 páginas podem nos abalar totalmente. Do inicio ao fim do livro eu me senti na pele daqueles jovens, sem oportunidades de uma vida melhor e tendo como único caminho a criminalidade, ~ Já se imaginou passando por isso? ~ foi pura aflição.


Crianças devem estudar, brincar e fazer tudo o que a idade delas permitir fazer, infelizmente não é isso que acontece com as crianças no morro, elas largam as escolas (e ninguém faz questão de ir atrás para descobrir o motivo), como brinquedo elas receberm metralhadoras e armas de todos os tipos, e a única coisa que aprender a fazer é traficar e matar. Barra, né?


A morte e os seis mosqueteiros é um livro de leitura rápida, um dia de leitura basta para terminá-lo, mas a mensagem que ele deixa é bem profunda, ver os personagens morrer e ver a foma como morreram é chocante e nos faz pensar no que temos feito com as nossas vidas.


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Bem, é isso pessoal, muito obrigada e até mais tarde!


Não deixe de participar do sorteio de Lua e Sol no nosso Instagram.
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DIA MUNDIAL DO LIVRO + ENTREVISTA

Eai pessoal, como estão?


Para quem não sabe, dia 23 de Abril foi o dia Mundial do Livro, aproveitando o gancho do Dia Nacional e o Dia Internacional do Livro Infantil, fiz esse post mega especial para vocês!
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Vamos primeiro deixar um contexto histórico…


No Dia Mundial do Livro também é celebrado o dia dos Direitos de Autor.
A Unesco escolheu a data do Dia Mundial do Livro em 1995, em Paris, durante o XXVIII Congresso Geral.
O dia 23 de abril foi escolhido por ser a data da morte de três grandes escritores da história: William Shakespeare, Miguel de Cervantes, e Inca Garcilaso de la Vega.
23 de abril é também a data de nascimento ou morte de outros autores famosos, como Maurice Druon, Haldor K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
-Via Calendarr
E agora a Mega Entrevista

A entrevista de hoje é com um autor que tem ganhado muito destaque com um livro sensacional que pode ser usado dentro das escolas para ensinar as crianças sobre bullying, preconceito e diversos assuntos sérios que muitas vezes não falamos para as crianças. Eai? Já sabe quem é?

Na entrevista de hoje eu trouxe para vocês um pouquinho mais do nosso Autor Parceiro Lucinei Campos!
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FL: Quais foram as suas  inspirações para escrever a história da Lavínia?

Lucinei: Desde cedo, sempre fui encantado pelo ato de criar. A possibilidade de inventar mundos, personagens envoltos de magia e características próprias me atraía. A história da Lavínia veio da vontade de falar um pouco da minha vida, quando criança até a adolescência, onde sempre desejei ter uma maneira mágica de fugir dos problemas normais, enfrentados nessa faixa etária. Eu gosto de dizer que cada personagem é um fragmento meu, um pedacinho de mim com suas próprias emoções. Eu gosto de lidar com humor, em relação às certas dificuldades que tive, pois algumas fazem parte do meu crescimento e da forma como eu enxergo o mundo.
Também queria muito narrar um conto de fadas diferente para os meus futuros filhos; um que tivesse elementos diversos e ao mesmo tempo próximos a eles. Nessa ideia, trazer à tona o nosso folclore e as diferenças regionais do grande país que temos para dentro da história. Todos esses desejos deram vida à Lavínia e todo o seu universo real e fantasioso.

FL: Você costuma ir às escolas falar da Lavínia, com é a experiência com as crianças nas escolas?

Lucinei:  Uma menina de 9, quase 10 anos, que não se encaixa em grupo algum no colégio, que é perseguida pelos colegas, ao ponto de se esconder, se tornar quase que invisível, infelizmente, é um tanto comum. Muitas crianças, e até adultos em sua infância, experimentam ou experimentaram os mesmos problemas vividos pela protagonista. Algumas famílias não têm ideia de que isso acontece ou o que fazer a respeito, quando conhecem o fato, nem mesmo as escolas, em muitos casos.
Além do incentivo à leitura, esse tema do qual trata o livro abriu espaço para eu poder trabalha-lo nas escolas, desenvolvendo o projeto de visitação chamado Confabulando. Este projeto consiste em uma visitação, com um bate-papo e apresentação da história para os alunos, mas, na verdade, ele vai muito além disso. As escolas utilizam os livros como base para uma série de atividades extracurriculares de várias disciplinas, onde os alunos debatem não só a questão do bullying em sala de aula, mas também produzem textos, desenhos, músicas, peças teatrais com temas paralelos encontrados na história.
Quando visito às escolas, me deparo com olhinhos brilhantes e perguntas jamais pensadas por mim. Adoro a curiosidade dos alunos, que é a grande chave para o meu processo de criação. Lido com crianças de 6,7 anos até adolescentes do último ano do Ensino Médio e o sentimento é sempre o mesmo, o de curiosidade por parte deles quanto à história, quanto à carreira de escritor. Tem sido sempre mágico esses encontros. Adoro tudo isso! Eu amo disponibilizar parte do que está em minha cabeça para os meus leitores.

Obrigada.


Essa foi uma entrevista breve pois logo teremos a história da Lavínia resenha aqui e uma super entrevista respondendo todas as perguntas sobre essa história.
Mas se você ficou curioso para conhecer um pouco mais da Lavínia você pode conhecer um pouco mais do autor ou sobre o projeto Confabulando pois eles já foram mencionados aqui no blog!