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[RESENHA] Nada de Novo no Front

Sinopse:

Paul Bäumer é um filho de uma humilde família alemã durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Convencido de seu dever patriótico por adultos e professores, abandona os bancos escolares e junta-se às trincheiras de soldados alemães. Em pouco tempo, Paul se vê cercado por um ambiente de horror, vê meninos como ele perecerem e percebe que trocou a sua juventude por uma única e cruel certeza - ao da guerra, esteja-se do lado que se estiver.
Categorias: Ficção, Romance Alemão, Literatura Alemã, Romance de Guerra.


Informações: (da minha versão do livro, pois são inúmeras versões impressas desse livro)
Nada de Novo no Front
★★★★★
 Autor: Erich M. Remarque
Gênero: Romance
Editora Abril Cultura
Páginas: 231
Ano de publicação: 1981












A história:

  Convenhamos, esse livro para mim é um dos melhores que já li até hoje, li muito mais que uma vez ele, e sem dúvida alguma um dos livros que mais me marcou com a leitura, antes de falar sobre o livro, falarei um pouco sobre o autor, Erich Maria Kramer, porém mais conhecido pelo seu pseudônimo Erich Maria Remarque, que lutou de forma direta na primeira guerra mundial, e foi ferido 3 vezes durante a mesma, após a guerra, nunca conseguiu esquecer o pesadelo de que passou durante o conflito, e nos grandes períodos de insônia começou a rascunhas sobre ela, sobre os horrores da guerra, e de tais manuscritos, estava o que seria o núcleo de seu primeiro livro, Nada de Novo no Front, inicialmente lançado em pedações em boletins de jornais e oficialmente como livro em 1929, que acabou sendo adaptado ao cinema em 1930 (também chegando mais uma vez as telas em 1979, sendo grande fã de livros e filmes do estilo recomendo o filme também hahaha), em 1933 por causa do pacifismo do livro, e por não mostrar o soldado alemão heroico da primeira guerra que o regime nazista queria, foi perseguido pelo nazismo e se forçou a fugir para o exilio na Suíça, depois indo para os Estados Unidos.
  Agora sim, sobre o livro (afinal já enrolei demais) o livro narra a história do jovem Paul Bäumer, recém saído do colégio, e em seu grupo, estão Albert Kropp, Müller, Leer, Tjaden, Haie, e Stanislas Katczinsky (chamado de Kat no livro, que bom, afinal não é um nome tão fácil) o livro ao contrario que muitos pensam não é uma biografia, mas sim um romance, porém, Remarch usou de elementos que ele viu na guerra, e em si o livro, é excelente, apesar de conter trechos realmente pesados que mostram a verdadeira face da guerra, sua brutalidade, e não o que se espera de livros sobre o mesmo estilo, geralmente, o heroísmo, mas sim mostrando a verdadeira face dos soldados que lutaram naquela guerra, uma face de crianças, assustadas, que não queriam estar de nenhuma forma ali, sem ao menos saber a razão que estão ali, lutando, mas pelo que ? A grande pátria? Por Deus? Ou por algo mais?
  O livro diz, não só sobre a vida nas trincheiras, mas também dá um destaque ao sentimento de camaradagem para com o companheiro, ao amigo, levando em conta que alguns do grupo, estudaram juntos com Paul, o sentimento em torno dos acontecimentos, consegue comover com facilidade, já que o livro tem um grande peso no aspecto humano da guerra, além de cenas de muita brutalidade, que só poderiam acontecer em trincheiras apertadas, ataques e contra ataques, tão brutais, e tão desnecessários, mostrando as novas tecnologias empregadas na guerra, tal qual o avião e até o gás, visando sempre sem dúvidas, como o conflito foi infantil e desnecessário, e como o sentimento nacionalista estava presente não naqueles jovens que ali lutavam, mas em sua maioria, em quem estava a quilômetros longe do combate, das explosões e dos tiros.
  Mostrando também, como é a vida de um soldado, em seus descansos, nos momentos fora da trincheira, o que faziam, para passar o tempo, seus romances, suas fugas, e o que faziam para tentar tornar a guerra mais suportável.
  Uma coisa que já me impressionou no livro de cara, na página onde geralmente ficam as dedicatórias, estavam essas palavras:
 “ Este livro não pretende ser um libelo nem uma confissão, e muito menos ainda uma aventura, pois a morte não é uma aventura para aqueles que se deparam face a face com ela. Apenas procura mostrar o que foi uma geração de homens que, mesmo tendo escapado às granadas, foram destruídos pela guerra. ”
  Como eu já havia dito a cima, essas palavras, em si já dizem muito com o que esperar sobre o livro, além de combates, a realidade da guerra, mas o que mais me impressionou no livro, a forma que e mostrado o lado humano, já que mesmo aparentando ser jovens, crianças, mesmo sobrevivendo a guerra, foram destruídos por dentro, de uma forma irreparável. A versão que li, detalhada no início, tem 231 páginas divididos em 10 capítulos, portanto não é um livro grande ou demorado para a leitura, porém dependendo a pessoa e a forma que o livro mostra os acontecimentos, pode ser pesado e levando a demorar mais para o ler, mas nada de certa forma assustador (eu mesmo li ele rapidamente todas as vezes pois é meu estilo favorito e já estou acostumado).

  De uma maneira geral, não conseguirei comparar ele, afinal, a forma que ele é escrito e a importância dele, fazem dessa comparação muito difícil, e é um livro, extremamente obrigatório para quem se interessa pelo tema, ou pela história, para entender a cabeça, a vida nas trincheiras e fora dela, de quem esteve diretamente frente a um dos maiores conflitos de toda a história humana, e para quem apenas busca um romance ou algo diferente, esse livro vale muito a pena a leitura, por ter características únicas que para mim, colocam esse livro como uma das mais importantes obras da literatura alemã e mundial do século XX. 

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