[RESENHA] O Mistério Final

Titulo: O Mistério Final 

Autores: Anna Lee & Carlos Heitor Cony

Editora: Nova Fronteira

Paginas: 128

Ano: 2018 (2007)

Gênero: Infanto Juvenil

ISBN: 978-85-209.3749-5

★★





Sinopse:


 "Este é um livro de despedida. Como o próprio título diz, é o final das aventuras de Carol e o homem do terno branco, pelo menos por enquanto. 
 Não sou boa de despedidas. Meu coração fica apertado e nunca sei o que dizer. É assim mesmo que me sinto agora, enquanto procuro palavras para falar do último episódio da série, sem revelar o que Cony e eu nos recusamos a contar para nossos leitores quando perguntam se nossos personagens acabam juntos. Não podemos e nem queremos tirar a graça do fim da história, e também não vou fazer isso aqui.
 Não posso dizer se Carol e o Homem do Terno Branco têm um final feliz, como nos livros e filmes em que um beijo na boca sela o destino dos protagonistas, indicando que, a partir dali, serão felizes para sempre. Mas posso dizer que 'O Mistério Final" é a hora da verdade entre os dois. A hora em que se olham fundo e não podem mais esconder seus mistérios, o que realmente são e o que sentem. E posso garantir que isso vale muito mais do que um final feliz. 
 Ah! Também posso dizer que neste encontro surge até um duende. Como assim? Bem, isso cada leitor vai ter que desvendar por conta própria. 
 - Anna Lee" 

Os Autores: (informação do livro) 


Anna Lee: É mineira, de Belo Horizonte, jornalista, escritora, roteirista e doutora em literatura pela PUC-Rio, com estágio doutora em Sorbonne Nouvelle Paris III. Escreveu vários livros, entre eles, O Beijo da Morte, ganhador do Prêmio Jabuti 2004 - Categoria Reportagem e Biografia que em breve ganhará nova edição, revista e atualizada. Trabalhou no jornal Folha de São Paulo e na Editora Globo, entre outros. Atualmente é roteirista na TV Globo. 

Carlos Heitor Cony: nasceu no Rio de Janeiro em 1926. Estreou na literatura ganhando por duas vezes o Prêmio Manuel Antônio de Almeida, com os romances A Verdade de Cada Dia e Tijolo de Segurança. Considerado um dos maiores expoentes do romance neorrealista brasileiro, também se dedicou à crônica, aos ensaios, às adaptações de clássicos e aos contos. Ganhou quatro vezes o Prêmio Jabuti, duas vezes o Prêmio Nacional Nestlé de Literatura. Em 1998, foi condecorado pelo governo francês com a L'Ordre des Arts et des Lettres. Foi eleito para a academia de Letras em março de 2000. Atualmente é colunista da Folha de S. Paulo e comentarista da rádio CBN. 
O Livro:

 O livro, "O Mistério Final" é o último livro da coleção " Carol e o Homem do Terno Branco", sendo a coleção completa contendo 5 livros, sendo respectivamente eles "O Mistério das Aranhas Verdes", "O Mistério da Coroa Imperial", "O Mistério das Joias Coloniais", "O Mistério da Moto de Cristal" e por último "O Mistério Final" sendo o objetivo desta resenha, o último livro. Sendo lançado originalmente em 2007, e agora com uma segunda edição em 2018 (onde ganhei de cortesia em um sorteio no skoob :P ).

A Resenha:


 O Mistério Final, mesmo sendo o último livro da coleção (foi o primeiro que eu li rs), mas no geral, não estragou em nada, pelo que senti, não houve em momento algum a falta da leitura dos primeiros para este, afinal, é tudo bem exemplificado, e mesmo com poucas palavras se tem noção de quem seja o “Homem do Terno Branco” e mesmo assim, a aparição dele é mínima, e com relativa pouca participação na estória.


 Assim começa a narrativa, Carolina, ou como chamada, Carol, mora na cidade do Rio de Janeiro, com sua mãe, é uma adolescente com 16 anos, ou melhor dizendo, como ela diz em vários momentos mesmo “quase 17” (coitada, mal sabe que essa época é uma das melhores rsrs).

 Tenta levar uma vida normal (mesmo resolvendo tantas questões de investigação e mistérios no qual acabou se envolvendo nas aventuras anteriores) estudando para o ENEM que está se aproximando, até que um dia ela recebe a ligação de uma senhora, que diz que seu neto está correndo perigo. E a partir deste ponto se desenrola a estória, onde também já é narrado o caso de dois desaparecimentos sendo que um dos jovens desaparecidos foi encontrado morto e despedaçado por feras.

 O livro se encaixa no contexto da literatura infanto-juvenil, a leitura foi de meu agrado? Não, não conseguiu me agradar, a forma que as passagens são descritas, muito mesmo a forma que a Carol atua, mas no geral o livro é ruim? Também não, pode agradar a muitas pessoas, é pura questão de gosto neste sentido da questão.

 Os mistérios do livro são na verdade meio vazios, sem sentido, tudo se desenrola de uma forma rápida, e até sem graça, com uma aventura, que na verdade não tem nada de aventura, apenas poucos passeios, e um grupo que na verdade não coloca medo, e a forma que usaram foi sem sentido para seu desenrolar na estória.

 O livro tem uma narrativa que pode se comparar aos livros de Pedro Bandeira, sendo a sua coleção principal, a dos Karas (que eu considero os melhores livros nesta categoria, sendo a “Droga da Obediência” o livro que me despertou o interesse pela leitura).

 No geral, não fui muito fã do livro, não agradou a leitura, mas como disse é questão de interesse mesmo, achei a ação fraca e sem sentido, sendo que esse livro eu ganhei em um sorteio cortesia no Skoob (depois de um ano tentando finalmente rsrs), tem um estilo próximo aos livros de Pedro Bandeira, mas não se tem comparação, com seu estilo mais frenético e desenrolar viciante de leitura.


[Resenha] O Princípio Esquecido

Titulo: O Princípio Esquecido

Organizador: Antonio Maria Baggio

Editora: Cidade Nova

Paginas: 200

Ano: 2008 (edição nacional)

Gênero: História 

ISBN: 978-85-89736-85-5

★★★★






Sinopse:

 "Liberdade, igualdade, fraternidade" foram os princípios interpretados pela Revolução Francesa politicamente, marcando toda a história do Ocidente a seguir. Enquanto a liberdade e a igualdade foram assumidas como categorias políticas, a fraternidade teve outro destino. Foi silenciada e relegada a campos fora da política quando muito, a iniciativas de solidariedade. 
 Mas as recentes pesquisas das ciências políticas redescobrem a fraternidade como valor presente nas vicissitudes humanas e nelas identificam uma possível chave para a superação das contradições que impediram, histórica e politicamente, à liberdade e à igualdade de realizarem-se efetivamente.
 O princípio esquecido - aqui no primeiro de seus dois volumes recolhe ensaios de várias disciplinas, em diálogo entre si (filosofia política, direito constitucional, história, relações internacionais, teologia, entre outras), propondo uma instigante reflexão que sonda as possibilidades da fraternidade como categoria política.

O Autor: (Ou melhor dizendo os autores)

 O volume não é escrito por apenas um autor, por genialidade (ao meu ver) cada capítulo é escrito por um autor diferente, e todos organizados por Antonio Maria Baggio, sendo os autores propriamente ditos:

 Rocco Pezzimenti
 Piero Coda
 Daniela Ropelato
 Filippo Pizzolato
 Marco Aquini
 Pascoale Ferrara

 Sendo todos, respeitados em suas respectivas áreas. 

O Livro:


 O livro, "La Fraternitá Nella Riflessione Politologica Contemporânea" sendo seu título original, e a tradução da edição brasileira "O Princípio Esquecido", livro este separado em duas partes, (livro 1 e livro 2 (esta resenha terá como foco o primeiro livro)) sendo seus autores, de diversas áreas respectivas, desde filosofia, história, teologia, ciências políticas (uma grande bagagem para um livro importante e preciso), tem como foco, a Revolução Francesa, mais precisamente, na "Fraternidade" um dos 3 princípios, e por anos, "esquecido" eis de o nome, "O Princípio Esquecido", e os motivos por ter sido abandonado, simplesmente descartado mesmo no próprio período da "Revolução". 

A Resenha:


 A revolução francesa, acontecimento este que é o estopim geral de todo sistema político atual que roda praticamente o mundo todo, amada por uns, odiada por outros, é a primeira “revolução” de caráter positivista, e que teve por lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”... mas a que ponto?


 O livro em si, tem como objetivo, apenas a narrativa do que o título sugere muito bem, o “princípio esquecido”... mas afinal, qual a razão de ser esquecido? E é por esta questão que surge a ideia do livro, para falar exatamente sobre a fraternidade.

 Fraternidade, conceito que pode parecer relativamente simples, mas no geral não é, explica por si o conceito de boas relações, entre “irmãos”, e no geral, uma boa questão imposta no livro, se a fraternidade, por si só consegue tomar o papel principal e leva a igualdade e liberdade sozinha (se aprofundando mais no conceito) afinal, por que foi abandonada, sendo ela o princípio regulador?

 Uma comparação realmente interessante também, é a da “revolução” no Haiti e como ela se desencadeou no país também, de uma forma diferente, pois os princípios não se adotavam aos irmãos “negros”, o que nos dá uma excelente perspectiva sobre o acontecimento no geral.

 Outro excelente complemento é o fato do livro nos colocar em diferentes perspectivas do caso, nos dando uma visão revolucionaria (Gramsci), uma perspectiva liberal democrata (Tocqueville) e uma perspectiva conservadora (Cochin) o que é ótimo, sendo o livro, de agrado a todas as perspectivas políticas no geral.

 Assume também, exemplos do conceito religioso da questão (sendo a fraternidade um conceito próprio da religião) e como a evolução em certos aspectos atuam na criação de diversas leis ainda que atualmente em todo o cenário mundial.

 Uma questão interessante a se tomar, o como com este princípio, “fraternidade” se assumiu um papel de estrema violência que desencadeou o ano do terror da revolução, que contou com o número absurdo de mortos (muito superior a Inquisição em comparação), sendo os princípios principalmente adotados apenas entre os “irmãos” de mesma causa.

 O livro se caracteriza, dividindo cada capítulo por um escritor diferente, sendo no total 7 capítulos, muito bem organizados, de uma leitura relativamente fácil, com apenas 200 páginas, podendo se ler rapidamente (o que eu não recomendo muito, pois é um livro que vale a pena à medida que se lê, ir se aprofundando mais no tema).

 No geral, é um excelente livro, muito recomendado se você tem interesse de se aprofundar mais sobre a questão, e entender melhor em diversos aspectos o mundo onde vivemos, afinal, através desta revolução em si, o mundo chegou no estado atual com seu grande efeito (salvador ou nefasto) atingindo todos os cantos do globo.


[AUTOR PARCEIRO] Patrick Correa

Hey! Hey pessoal, tudo bem?

Passamos por uma fase de adaptação aqui no blog, mas agora estamos 100%. Vamos inaugurar a semana com posts repletos de novidades? Então vamos começar por parceria que é coisa boa!

Nosso mais novo autor parceiro é o Patrick Correia


Patrick Correa é um escritor brasileiro, nascido em Porto Alegre/RS. Sua escrita se caracteriza por mostrar o lado poético da escuridão, marcada com grandes reviravoltas de plot twist. Autor de livros dos gêneros de suspense e terror psicológico, desde cedo demonstrou interesse pela arte sombria, primeiramente esboçando seus pensamentos através de desenhos, em seguida, criando seus primeiros poemas e contos sombrios. Dos pequenos poemas e contos, passou a criar histórias mais longas e complexas, com fortes doses de suspense psicológico, criadas com elementos clássicos do terror, o que fica evidente em seus dois primeiros livros "Elise e o Silêncio da Morte" e "O Rosemberg".

Suas obras
Elise e o silêncio da morte


Vincent Hüller queria escapar de sua vida monótona dentro de seu próprio apartamento e de sua rotina diária. Mas quando se encontrou em um paradoxo entre a realidade e a ilusão, soube que sua vida nunca mais seria a mesma. Nas sombras, Vincent segue os passos de Elise até o centro de um abismo de dúvidas e um passado manchado de horrores, mas que guarda um grandioso segredo. À beira da loucura, tentando de todas as formas manter sua sanidade para seguir até o fim o rastro de pistas que Elise deixa pelo caminho, ele consegue chegar ao centro de onde tudo emerge, descobrindo a origem dos fatos inquietantes que perturbam sua mente e revelando segredos do passado que pareciam apagados. Por trás de qual porta estará o perigo? Por trás de qual mentira estará a verdade? A porta aberta é um convite, a decisão de entrar é por conta e risco de cada um.
“Não muito tempo atrás o autor fez uma live respondendo às perguntas que alguns leitores e blogueiros fizeram e o resultado foi incrível!” - Amanda Caldas
Flores mortas
 

Arthur e Raul são dois detetives que estão trabalhando no caso de uma menina de oito anos que desapareceu enquanto foi passar as férias na casa dos avós. Durante a investigação os dois detetives vão à Saville, uma cidade fantasma evacuada após um misterioso incêndio que a devastou. Na cidade queimada, Arthur sofre um apagão após ter perseguido numa densa névoa uma criança acompanhada de uma criatura bestial. Arthur tem visões de horror, em um denso mergulho no fundo da sua mente, sobre mistérios obscuros nos quais se vê envolvido por causa do caso Sofia.
Quando o detetive retorna de seu estado de choque, recebe a notícia que seu parceiro Raul descobriu que a garota procurada foi morta, mas ainda não se tem notícias de como tudo ocorreu. Acontece que as visões de Arthur continuam. Ele se nega a aceitar que a menina tenha morrido. Sem a ajuda do parceiro, que acredita que a menina já está morta, Arthur embarca sozinho em uma busca insana por Sofia e descobre muito mais do que poderia imaginar, entrando de cabeça em um emaranhado de loucura sobre antigas tradições demoníacas e uma única verdade, que revelará toda a obscuridade por trás do caso de Sofia.
O Rosemberg

 Sul da Polônia, ano de 1943. Em meio aos campos de concentração de Auschwitz inicia-se a enigmática escalada do terror na mente do jovem Abraham, rumo ao desconhecido lado sombrio de sua própria existência. Tentando retomar sua vida, ao trabalhar para o misterioso James Miller, Abraham também trabalha para seu tenebroso inferno particular, vivendo em um funesto porão sob um velho teatro, onde aos poucos começa a perder a sanidade em um duelo mental entre o bem e o mal, consumindo o que ele é por inteiro até torna-lo cinzas.
Muitos anos se passam e na pacata cidade de Hitford, o teatro Rosemberg se mantém de pé, depois de ser consumido pela escuridão e as chamas, o francês Louis Daho, inspirado pelo legado de Christopher, traz um novo renascimento ao mal.

Eai? Ficou curioso para saber mais de cada obra? Nós também, e pode ter certeza que nós traremos tudinho aqui para vocês, mas enquanto isso, que tal visitar as redes sociais do autor? Adicione no Skoob, visite o site oficial e siga no Instagram.

[RESENHA] O Poder do Agora

Título: O Poder do Agora 

Autor: Eckhart Tolle
★★★★★

Gênero: Autoajuda

Editora: Sextante

Páginas: 236

ISBN: 9780340733509







Sinopse:

Nós passamos a maior parte da vida pensando no passado e fazendo planos para o futuro. Ignoramos ou negamos o presente e adiamos nossas conquistas para algum dia distante, quando conseguiremos tudo o que desejamos e seremos, finalmente, felizes.

Mas, se queremos realmente muda nossa vida, precisamos começar neste momento. Esta é a mensagem simples, mas transformadora de Eckhart Tolle: viver no Agora é o melhor caminho para a felicidade e a iluminação.

Combinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoismo e de outras tradições espirituais, Tolle elaborou um guia de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior.

Este livro é um manual prático que nos ensina a toma consciência dos pensamentos e das emoções que nos impedem de vivencia plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos. 


O Autor: (Informação do livro)

Eckhart Tolle é autor de O Poder do Silêncio, Praticando o Poder do Agora e Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência. Ele nasceu na Alemanha, onde viveu até os 13 anos. Formado pela Universidade de Londres, tornou-se pesquisador e supervisor de pesquisas na Universidade de Cambridge. Aos 29 anos, passou por uma mudança espiritual que transformou sua vida. Mestre espiritual de renome internacional, realiza palestras sobre seus ensinamentos em todo o mundo. Vive em Vancouver, no Canadá. 


A Resenha:

Tendo uma leitura prática, rápida e ao mesmo tempo inspiradora a obra tem como objetivo fazer com que tenhamos uma nova perspectiva sobre absolutamente tudo a nossa volta, de forma bastante reflexiva, nos faz compreender e enxergar perspectivas diferentes das que estamos habituados em nosso dia-a-dia, seja a forma como resolvemos nossos problemas cotidianos, como enxergamos o mundo e principalmente como a nossa mente se comporta diante de tudo.

Como o próprio título insinua, o livro consiste em nos manter no momento presente, no Agora, que é tratado como uma força maior do que o próprio significado da palavra durante todo o desenrolar da leitura mas em contrapartida não se trata de tempo-relógio e sim da nossa consciência individual e coletiva. 

O foco principal da leitura é nos mostrar o quanto estamos presos ao passado e futuro que esquecemos do presente, o momento em que estamos agora que é o que dá sentido ao passado e que é o caminho para o futuro, e, nos ensina a nos libertarmos dessa jaula que é o tempo para que possamos fazer tudo que quisermos e gostamos Agora da forma como acreditamos que seja melhor para nós além de ressaltar o tempo todo que temos que nos libertar do grande causador de tudo isso que é a mente e o ego, os dois principais motivos para que estejamos numa era em que a depressão e ansiedade afetam praticamente todas as pessoas. 

A leitura pode parecer tendenciosa em alguns momentos por parecer que está nos impondo regras o tempo todo sobre como devemos seguir nossos caminhos, porém, é inegável que após a leitura tenhamos perspectivas diferentes sobre nossas vidas e uma margem muito maior de caminhos pelos quais trilhar. 

Ao final da leitura, o ponto que mais importa é saber controlar seus pensamentos e manter-se sempre no Agora, sem remoer o passado ou temer o futuro pois tudo que temos está no presente e é aqui que podemos fazer tudo que acreditarmos ser o melhor. 

Por: Renan Santos

















[RESENHA] O Triste Fim de Policarpo Quaresma

Titulo: O Triste Fim de Policarpo Quaresma 

Autor: Lima Barreto

Editora: Ática

Paginas: 216

Gênero: Literatura Brasileira 

ISBN: 9788508128662

★★★★







Sinopse:


 Para Major Quaresma, a Pátria é um ideal que está acima de tudo. Visionário por excelência, suas idéias colocam-no em várias situações embaraçosas e levam-no até a ser internado em um manicômio. 

 Tímido, discreto, ingênuo, é também uma palha de pureza a navegar num oceano de podridão. 
 Este é um livro escrito com todos os nervos, mas principalmente com o coração, e que se destina a quantos tenham orgulho de ser brasileiros.


O Autor:

 Lima Barreto, ou  Afonso Henriques de Lima Barreto, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, e faleceu os quarenta e um anos, no dia 1 de novembro de 1922, quando vitima de um ataque cardíaco.
 Frequentou escola publica, depois passando para o Ginásio Nacional, completou preparativos para cursar ensino superior no Colégio Paula Freitas e ingressou na escola Politécnica do Rio de Janeiro, a qual teve que abandonar para cuidar do pai que enlouquecera.
 É considerado o mais importante romancista do pré-modernismo. Com escrita posta contra o beletrismo, e apresentando um estilo "antiparnasiana", sendo o Lima Barreto antiacademista, em uma época que a Academia era muito valorizada, e levada a serio, e sendo que seus livros sempre tocam em questões fortes vivas até hoje, e apresentava um estilo de literatura simples, comparado a outros escritores renomados da época. 

O Livro:


 O livro, publicado originalmente em folhetins no decorrer do ano de 1911, pelo Jornal do Commercio, e impressa em livro finalmente em 1915, narra os acontecimentos e vida do Major Policarpo Quaresma...
 E por questão de edição, a escolha é fácil, esse livro foi reimpresso inúmeras vezes, por inúmeras editoras diferentes, o que o torna relativamente fácil de se encontrar, e muito barato, principalmente pelo que ele nos oferece.

A Resenha:


 O Triste Fim de Policarpo Quaresma, um clássico de nossa literatura digamos assim, um livro que foge ao habitual, narrando os acontecimentos da estória do Major Policarpo Quaresma, um homem, como descrito, um verdadeiro nacionalista, apaixonado acima de tudo, pelo Brasil, o que o levou a passar, sua boa parcela de vida, se dedicando ao estudo de nossa terra.

 O major Quaresma trabalha no arsenal de guerra, na cidade do Rio de Janeiro, na época, ainda capital da “Republica Estados Unidos do Brasil”, como se compreende, no período do governo do Marechal Floriano (que foi o nosso segundo presidente da república, logo após Deodoro). Sendo o Major Quaresma, um apaixonado pelos estudos da nossa terra, se dedica muito de seu tempo livre ao estudo dela, o que o leva a comprar diversos livros, e ter uma biblioteca “respeitada”, porém, não tão respeitada assim, pois a sociedade ao seu redor, achava um absurdo, um homem como ele, sem título algum, se imbicar em estudos e livros, porém, essa era a alma dele, não se preocupava com dinheiro, ou com coisas levianas, com títulos e “puxa-saquismo”, coisas essas que o desagradavam.

 No livro, Lima Barreto, consegue nos colocar em um ambiente, incrivelmente forte, com retratos da realidade Brasileira durante o governo de Floriano, e de sua sociedade, sendo o próprio livro, uma grande critica as necessidades das pessoas em conseguir títulos, e posições, inúmeras vezes, por consequência de aproveitamento, e de certos momentos com muito pouco esforço próprio. Um quadro azedo, que em certos aspectos continuam vivos até hoje (este livro me lembra em certos aspectos o conto do Machado de Assis, “O Conto do Medalhão” onde ele critica exatamente esse afeto aos títulos).

 Quaresma, por ter essa ânsia e paixão pelo Brasil, e se dedicar tanto aos estudos, acabou por colocar sempre em situações de gozação pelas pessoas próximas, pelo simples fato de ser um homem incompreendido, taxado de louco, e pedantista, ou seja, acreditava que o fazia por puro exibicionismo, porém que não se deixa bater, e sempre continua em frente com suas convicções, até como já diz o título do livro, “seu triste fim”.

 Logo de começo, já se mostra aprendendo violão e modinhas, algo que a sociedade da época considerava “coisa de vagabundo”, mas que no violão ele via, um verdadeiro instrumento da música e cultura tipicamente brasileira. Sendo o seu professor de violão, Ricardo Coração dos Outros, bem afamado no Rio, por suas modinhas (curioso, que a mesma sociedade que criticava o violão, no geral amava essa relação com ele rsrs). O livro nos dá por narrar a estória de Quaresma, mas de forma inteligente, grande parte do livro, se dá narrando outros acontecimentos, que ajuda a realçar toda a visão critica e de extrema importância.

 Apresenta diálogos superinteressantes, que realçam o quadro dito antes, com inúmeros personagens de “patentes” ou “títulos”, sendo seu vizinho, o General Albernaz, homem que muito fala das dificuldades da guerra do Paraguai, uma guerra que ele não lutou (se percebe fortemente a questão dos títulos) se engrandecendo por algo que não participou.

 O livro dividido em 3 partes, com uma leitura gostosa e fluida, fugindo a visão do clássico muito meloso e puxado, esse livro não apresenta tais aspectos de forma forte ou que atrapalhe ou canse, um primeiro capitulo,

 Fatos interessantes compostos no livro, é a participação do major na famosa revolta da Armada, que foi um confronto que aconteceu no período de Floriano, com as forças revoltosas da marinha, que queriam derrubar o ditador Floriano que agia com punhos de ferro, diálogos interessantes incluindo Floriano, e acontecimentos que mancharam essa parte da nossa história, retratados de uma maneira genial por Lima Barreto, neste livro, que sem dúvidas, é um dos melhores de nossa literatura e que merece lugar de destaque no coração e alma dos brasileiros.


[RESENHA] A Cavalaria- A Origem dos Nobres Guerreiros da Idade Média

Titulo: A Cavalaria: A Origem dos Nobres Guerreiros da Idade Média

Autor: Jean Flori

Editora: Madras

Paginas: 192

Gênero: História

ISBN: 85-3700-014-0

★★★★






Sinopse:


"Sempre que se fala em cavalaria pensamos em soldados que compõem as bases de um exército montados em seus respectivos cavalos. A cavalaria também representa um aspecto militar do guerreiro a cavalo, mas não apenas isso.
 A história dos cavaleiros não trata somente de suas batalhas e de seus belos golpes de espada, coo se acreditava antigamente. A Cavalaria, de Jean Flori, é uma obra que apresenta a síntese de muitos estudos, tantos históricos quanto literários, a respeito da nobreza, das guerras e, mais enfaticamente, da mentalidade medieval, na qual o ideal de cavalaria foi constituído. 
 O autor defende a tese que a cavalaria nasceu em torno do ano 1000, mergulhada em um contexto histórico, político e social particular, em que a vassalagem, o declínio da autoridade dos reis e o início da época feudal colaboraram para seu surgimento. 
 O conceito de cavalaria evoluiu durante os séculos: ela foi a militia, na época em que a acepção romana era principalmente militar; foi cavalaria pesada, quando os cavaleiros se tornaram guerreiros com a evolução econômica e social da Europa, tornando-se de elite; e finalmente, tornou-se uma corporação de nobres cavaleiros, com ética e ideologia próprias.
 Acompanhe os nobres cavaleiros da Idade Média e faça uma viagem pela história de A Cavalaria."

O Autor: (Informação do livro)

 Jean Flori nasceu em Lillebonne em 1936, é medievalista e doutor em Letras e Ciências Humanas. Foi diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisa Sociológica e trabalhou no Centro de Estudos Superiores das Civilizações Medievais de Poitiers (França). É autor de diversos livros sobre a cavalaria, dentre eles "L'idéologie du Glaive. Préhistoire de la Chevalerie; L'essor de la Chevalerie, llème-12ème seìcles; La Chevalerie en France au Moyen Age e Chevaliers et Chevalerie au Moyen Age".

O Livro:

 Livro esse, com o titulo original em francês de "La Chevalerie" que foi traduzido para o português em 2005, tem como o objetivo, desmitificar, e trazer a tona, as verdades em torno de um tema relativamente controverso, onde no geral, a visão é a mesma, da contida na sinopse, um cavaleiro, montado, que galopa em direção do inimigo, mas na realidade, o tema é muito maior e mais complexo (até mais do que esperava rs) sendo essa, apenas uma visão romântica ligada a toda a realidade sobre o tema em sí...

A Resenha:


 No geral, em qualquer momento que se diga a palavra cavalaria, é o mesmo conceito que provavelmente aparece para a maioria das pessoas, um cavaleiro, investindo contra outros cavaleiros, ou simples infantes, em alguma batalha, e não se vai muito longe, no máximo, conseguimos ouvir sobre as famosas “justas”, imagens no geral, que são tiradas, nada mais que dos filmes de Hollywood, que não deixam de conter partes de verdade, mas no geral, não representa nem 1% do que era na verdade a cavalaria... e com essa questão, de premissa, o objetivo do livro, aparenta ser na verdade simples, mas surpreende pela complexidade do tema, no momento que começamos a nos aprofundar mais nas questões em torno da cavalaria.


 Mas então, até onde o livro vai para nos mostrar o contexto total da cavalaria?

 Ele vai longe, muito longe, sendo que a quantidade de temas em torno do assunto é gigantesca, sendo que o livro começa nos aprofundando mais sobre a origem da cavalaria como a conhecemos (defendido seu surgimento pelo autor em torno do século X) a cavalaria em torno da nobreza, e de valores éticos e morais a cima da média de outras tropas infantes no geral.

 Ética essa, espantosa, de valores, em torno de evitar matar, e proteção aos incapazes, (olhando casos de guerras atuais, eles se mostravam mais honrosos que atualmente com a insanidade levada contra os civis), valores no geral, tomado por base, a fé e a honra propriamente dita deles.

 Aprofundando mais a história, nos conta, como os cavaleiros se desenvolveram, e sofreram mutações, gigantescas, de como um grupamento montado, passou a aceitar apenas a aristocracia, apenas os nobres eram investidos como cavaleiros, e seu desenvolvimento passando desde as guerras de reconquista da Espanha, as guerras de defesa de territórios francos contra os sarracenos, e até o momento das cruzadas, sendo que os cavaleiros seguiam um código, de ética (como comentei acima) surpreendente (exemplo uma batalha travada entre Francos e Normandos, com 900 cavaleiros de ambos os lados e apenas com 3 mortes, o objetivo deles não era o de matar o inimigo, apenas vencer a batalha, tomar prisioneiros no geral representava as ações... esse caso está no livro muito melhor explicado claro rsrs).

 Explica como essa classe, passou a evoluir, tomar importantes papeis, em torno de sua imagem, e como, com ela, começaram a surgir eventos de mutações em torno do “amor” e até o cavalheirismo, como isso influenciou por exemplo, numa grande evolução da visão da figura da mulher, que anteriormente, ainda era tratada como objeto, e passou a ser tratada como motivo de disputas, por amor. É uma questão bem interessante colocada no livro.

 E sem contar, uma fonte rica de informações, que nos são expostas, que nos ajudam a desmitificar, um período, o período da idade média, e nos ajuda a compreender, melhor os pilares da cultura ocidental.

 Livro esse relativamente pequeno, apenas 191 páginas, mas apresenta de forma sucinta e com objetivo claro, as informações que no geral, me levaram a pesquisar muita coisa por fora, e que fizeram a leitura ser maior que o tempo normal de se ler um livro deste tamanho, uma leitura fluida, não tão rápida como eu disse, mas um livro muito curiosos, que nos ajuda a compreender melhor inúmeros acontecimentos ligados a idade média, digo a verdadeira idade média, e não a dita e exposta nos cinemas muitas vezes, com visões sem nexo e cheias de preconceito sobre a história.












 E para quem se interessou, deixarei o link para direcionar a pagina do livro no skoob :)