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[RESENHA] A Redoma de Vidro

Titulo: A Redoma de Vidro (The Bell Jar)


Autor: Sylvia Plath

★★★★★

Gênero: Romance

Editora: Biblioteca Azul

Paginas: 280





Sinopse:


Esther Greenwood é uma jovem do interior dos EUA que vê sua vida se transformar em poucos meses. Criada nos subúrbios de Boston, Esther vai estudar numa prestigiosa universidade, e lá consegue uma bolsa para um estágio de um mês em uma revista feminina em Nova York. O mundo parece se abrir para a jovem, com promessas de vasta cultura, uma vida social agitada repleta de pessoas e toda uma cidade que se descortina à sua frente. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clínica psiquiátrica.

Fruto de uma revolução pré-sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher entre priorizar a profissão ou a família, Esther caminha na fronteira entre o casamento com um jovem promissor e tolo e a carreira de mulher independente e intelectual, realizada profissionalmente. Essas questões fazem Esther se recolher e afundar cada vez mais, numa época em que o diagnóstico e o tratamento da depressão eram bastante raros. Com crueza, a voz da personagem apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, as vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, isolando-a do mundo à sua volta.
Único romance da poeta americana Sylvia Plath, A Redoma de Vidro, publicado em 1963 com o pseudônimo de Victoria Lucas, logo tornou-se emblemático. Sua prosa esperta e envolvente narra este romance de formação que influenciou várias gerações, e que tristemente trás o indicio do trágico suicídio de Sylvia, algumas semanas depois da publicação do livro. Mais que um relato sobre o desequilíbrio emocional de uma grande personagem, A redoma de Vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento


O livro:

 Antes de começar a resenha propriamente dita, vou comentar sobre umas informações interessantes, e por sua vez, necessárias para a compreensão da estória do livro, livro esse “A Redoma de Vidro” sendo seu título original “The Bell Jar”, escrito por “Sylvia Plath”, sobe o pseudônimo de “Victoria Lucas” e publicado originalmente em 14 de janeiro 1963, poucas semanas antes do suicídio de Sylvia, que se sucedeu em 11 de fevereiro de 1963, menos de 1 mês após a publicação do livro, tendo por sua vez, a autora a idade de 30 anos apenas, deixando dois filhos, Frieda e Nicholas, ainda muito novos, sendo que Nicholas também cometeu suicídio por causa da depressão, livro esse considerado uma “semiautobiográfia”, este sendo o único romance escrito por ela, porém ela tem outros livros, todos de poesia, sendo produzidos filmes sobre sua obra, e também um sobre a própria autora, sendo um livro de aspecto importante, por mostrar de forma clara a visão de uma pessoa com depressão, mesmo que a vida possa entregar a ela imensas oportunidades, uma visão acida mundo por sua vez.
 O livro conta a estória da jovem Esther Greenwood, uma jovem que vive no que se poderia dizer, o melhor período de sua vida, bolsista de uma universidade, onde consegue por sua vez, um estágio de um mês em uma revista de moda na cidade de Nova York, onde ela passa por inúmeros momentos de grande reflexão, em meio a festas movimentadas, e muita indiferença em diversos momentos, como se, em nenhum momento realmente se preocupasse com o que acontecia, até o momento que ocorre um certo incidente nas vésperas de sua volta e o termino do estágio, onde se percebe claramente a mudança de seu comportamento como pessoa (certo, gostaria de falar sobre esse incidente, mas não quero dar spoilers não haha é algo apenas para se descobrir na leitura e apenas nela), à partir deste momento, tudo desmorona, e sua visão de indiferença e crítica do mundo só se tornam cada vez mais, destrutivas para ela, com a ideia de suicídio começando a pairar sobre sua mente, em diversos momentos, até a derradeira tentativa, onde após sobreviver é enviada a uma clínica de psiquiatria, onde, começa a acompanhar seus autos e baixos, seus tratamentos, e seu convívio com outras mulheres que estão internadas no local.

 A princípio não nego, achei o livro entediante, realmente uma leitura ao menos para mim, complicada (não sendo este meu estilo favorito) mas não demorou muito para o livro mudar totalmente a minha forma de encara ele, mudando a forma que passei a enxergar a protagonista, quando começamos a associar o livro a Sylvia, com sua visão de total indiferença da personagem, é um livro relativamente simples de se ler, dividido em 20 capítulos, o livro muda de narrativa, tornando se muito interessante, mas até certo ponto, me causando estranheza e aflição com a situação da protagonista, se percebe também facilmente a influência da “revolução sexual” e a visão da personagem, tal qual a forma que afeta a personagem e as pessoas em sua volta, sendo a protagonista completamente dividida em grande parte do livro entre carreira ou família, e um amor fracassado e decepcionante, que ajuda a ditar o rumo do livro, mas sem dúvidas amor, mesmo com certas negações, um livro indispensável ainda mais para o mês de setembro, sendo o mês amarelo, e a luta contra a depressão, uma doença destrutiva que afeta milhares até hoje, mas sem dúvidas para também indispensável, para tentar compreender a mentalidade da jovem escritora que cometera suicídio tão nova, sem dúvidas, é um livro indispensável para quem gosta das poesias dela, um livro indispensável para os fãs do gênero e sobretudo para compreender de forma simples, o psicológico de uma pessoa que tenha depressão, e sua visão indiferente do mundo no qual vivemos.