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[RESENHA] O Triste Fim de Policarpo Quaresma

Titulo: O Triste Fim de Policarpo Quaresma 

Autor: Lima Barreto

Editora: Ática

Paginas: 216

Gênero: Literatura Brasileira 

ISBN: 9788508128662

★★★★







Sinopse:


 Para Major Quaresma, a Pátria é um ideal que está acima de tudo. Visionário por excelência, suas idéias colocam-no em várias situações embaraçosas e levam-no até a ser internado em um manicômio. 

 Tímido, discreto, ingênuo, é também uma palha de pureza a navegar num oceano de podridão. 
 Este é um livro escrito com todos os nervos, mas principalmente com o coração, e que se destina a quantos tenham orgulho de ser brasileiros.


O Autor:

 Lima Barreto, ou  Afonso Henriques de Lima Barreto, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, e faleceu os quarenta e um anos, no dia 1 de novembro de 1922, quando vitima de um ataque cardíaco.
 Frequentou escola publica, depois passando para o Ginásio Nacional, completou preparativos para cursar ensino superior no Colégio Paula Freitas e ingressou na escola Politécnica do Rio de Janeiro, a qual teve que abandonar para cuidar do pai que enlouquecera.
 É considerado o mais importante romancista do pré-modernismo. Com escrita posta contra o beletrismo, e apresentando um estilo "antiparnasiana", sendo o Lima Barreto antiacademista, em uma época que a Academia era muito valorizada, e levada a serio, e sendo que seus livros sempre tocam em questões fortes vivas até hoje, e apresentava um estilo de literatura simples, comparado a outros escritores renomados da época. 

O Livro:


 O livro, publicado originalmente em folhetins no decorrer do ano de 1911, pelo Jornal do Commercio, e impressa em livro finalmente em 1915, narra os acontecimentos e vida do Major Policarpo Quaresma...
 E por questão de edição, a escolha é fácil, esse livro foi reimpresso inúmeras vezes, por inúmeras editoras diferentes, o que o torna relativamente fácil de se encontrar, e muito barato, principalmente pelo que ele nos oferece.

A Resenha:


 O Triste Fim de Policarpo Quaresma, um clássico de nossa literatura digamos assim, um livro que foge ao habitual, narrando os acontecimentos da estória do Major Policarpo Quaresma, um homem, como descrito, um verdadeiro nacionalista, apaixonado acima de tudo, pelo Brasil, o que o levou a passar, sua boa parcela de vida, se dedicando ao estudo de nossa terra.

 O major Quaresma trabalha no arsenal de guerra, na cidade do Rio de Janeiro, na época, ainda capital da “Republica Estados Unidos do Brasil”, como se compreende, no período do governo do Marechal Floriano (que foi o nosso segundo presidente da república, logo após Deodoro). Sendo o Major Quaresma, um apaixonado pelos estudos da nossa terra, se dedica muito de seu tempo livre ao estudo dela, o que o leva a comprar diversos livros, e ter uma biblioteca “respeitada”, porém, não tão respeitada assim, pois a sociedade ao seu redor, achava um absurdo, um homem como ele, sem título algum, se imbicar em estudos e livros, porém, essa era a alma dele, não se preocupava com dinheiro, ou com coisas levianas, com títulos e “puxa-saquismo”, coisas essas que o desagradavam.

 No livro, Lima Barreto, consegue nos colocar em um ambiente, incrivelmente forte, com retratos da realidade Brasileira durante o governo de Floriano, e de sua sociedade, sendo o próprio livro, uma grande critica as necessidades das pessoas em conseguir títulos, e posições, inúmeras vezes, por consequência de aproveitamento, e de certos momentos com muito pouco esforço próprio. Um quadro azedo, que em certos aspectos continuam vivos até hoje (este livro me lembra em certos aspectos o conto do Machado de Assis, “O Conto do Medalhão” onde ele critica exatamente esse afeto aos títulos).

 Quaresma, por ter essa ânsia e paixão pelo Brasil, e se dedicar tanto aos estudos, acabou por colocar sempre em situações de gozação pelas pessoas próximas, pelo simples fato de ser um homem incompreendido, taxado de louco, e pedantista, ou seja, acreditava que o fazia por puro exibicionismo, porém que não se deixa bater, e sempre continua em frente com suas convicções, até como já diz o título do livro, “seu triste fim”.

 Logo de começo, já se mostra aprendendo violão e modinhas, algo que a sociedade da época considerava “coisa de vagabundo”, mas que no violão ele via, um verdadeiro instrumento da música e cultura tipicamente brasileira. Sendo o seu professor de violão, Ricardo Coração dos Outros, bem afamado no Rio, por suas modinhas (curioso, que a mesma sociedade que criticava o violão, no geral amava essa relação com ele rsrs). O livro nos dá por narrar a estória de Quaresma, mas de forma inteligente, grande parte do livro, se dá narrando outros acontecimentos, que ajuda a realçar toda a visão critica e de extrema importância.

 Apresenta diálogos superinteressantes, que realçam o quadro dito antes, com inúmeros personagens de “patentes” ou “títulos”, sendo seu vizinho, o General Albernaz, homem que muito fala das dificuldades da guerra do Paraguai, uma guerra que ele não lutou (se percebe fortemente a questão dos títulos) se engrandecendo por algo que não participou.

 O livro dividido em 3 partes, com uma leitura gostosa e fluida, fugindo a visão do clássico muito meloso e puxado, esse livro não apresenta tais aspectos de forma forte ou que atrapalhe ou canse, um primeiro capitulo,

 Fatos interessantes compostos no livro, é a participação do major na famosa revolta da Armada, que foi um confronto que aconteceu no período de Floriano, com as forças revoltosas da marinha, que queriam derrubar o ditador Floriano que agia com punhos de ferro, diálogos interessantes incluindo Floriano, e acontecimentos que mancharam essa parte da nossa história, retratados de uma maneira genial por Lima Barreto, neste livro, que sem dúvidas, é um dos melhores de nossa literatura e que merece lugar de destaque no coração e alma dos brasileiros.


[Resenha] A Ilusão Americana

Titulo: A Ilusão Americana


Autor: Eduardo Prado

★★★★★

Gênero: Literatura Nacional

Editora: Alfa-Ômega

Paginas: 138



Sinopse:

“Com o advento da República no Brasil consolidou-se a posição do Estados Unidos como nação hegemônica nas nossas relações comerciais, posição que anteriormente era ocupada pela Inglaterra. A mudança no sistema de governo era fundamental para que possa, a nação brasileira, integrar-se ao novo contexto da Américas. No Brasil a resistência à república apoiou-se em obras de intelectuais que abertamente posicionaram-se contra a influência dos Estados Unidos, e um desses intelectuais foi Eduardo Prado. Em sua obra A Ilusão Americana, podemos compreender o seu forte desejo de independência Eduardo Prado com seu livro buscou abrir os olhos daqueles que viam os Estados Unidos como um modelo a ser perseguido. Para Eduardo Prado os Estados Unidos comportavam-se como metrópole e viam as nações latino-americanas e consequente formação de um mercado consumidor eram considerações impensáveis. A Editora Alfa Ômega na certeza de contribuir com a bibliografia brasileira, principalmente no que diz respeito a literatura de contestação, reedita o livro A Ilusão Americana de Eduardo Prado. E para situar as idéias de Eduardo Prado num contexto mais atualizado o prefácio de Aldo Rebelo nos mostra como as coisas mudaram pouco nos últimos 100 anos. ”

O Autor:

 O autor, Eduardo Paulo da Silva Prado, nascido em 27 de fevereiro de 1860, sendo filho de uma família paulista tradicional, formado na Faculdade de Direito de São Paulo, era amigo do Barão do Rio Branco, Eça de Queiros entre outras figuras muito conhecidas até hoje, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 40, e também pertenceu ao Instituto de Histórico e Geográfico Brasileiro, combateu incansavelmente a república em sua formação sendo um monarquista, além de combater muito a grande interferência dos Estados Unidos principalmente no Brasil (já já explicarei um pouco melhor rsrs) escreveu inúmeros livros dentre eles o presente “A Ilusão Americana”, “Fastos da Ditadura Militar no Brasil”  dentre outros.
 Sendo uma curiosidade que no livro A Cidade e as Serras” de Eça de Queiros, Eduardo Prado foi o modelo do personagem Jacinto.
http://www.academia.org.br/academicos/eduardo-prado/biografia

O Livro:


 O livro, “A Ilusão Americana” lançado originalmente em 4 de dezembro de 1893, sendo vendido todos os exemplares prontos já no mesmo dia, e sendo proibida a sua venda já no mesmo dia, e no dia após o lançamento, a tipografia em que foi impresso foi cercada por uma força de cavalaria onde todos os seus exemplares foram apreendidos, lembrando que era o começo da Republica dos Estados Unidos do Brasil, praticamente recém proclamada, e no governo de Floriano Peixoto (chamado de Marechal de Ferro pela violência que achou necessária usar).
Resenha:

 Esse livro, “A ilusão Americana”, afinal, qual o motivo de ter sido proibido no Brasil em sua publicação? Afinal, sobre o que ele fala?

 Questões super simples de se resolver quando se termina esse livro, o livro foi proibido afinal é uma crítica a influência dos EUA no Brasil, afinal, desde o início, fomos um “plagio” desde o nome até a bandeira, ai a maior crítica imposta pelo autor, e como nossos primeiros presidentes se manterão pela violência empregada contra o próprio povo esse livro não poderia ser aceito, por ser uma critica ao principal modelo de republica e "liberdade" do momento.

 Sendo o livro dividido em 5 capítulos, todos relativamente fáceis e rápidos de serem lidos, não é um livro que apresente uma grande complexidade, e usa de inúmeros exemplos e informações seguras, mostrando como funciona a “fraternidade americana” e a famosa Doutrina Monroe de onde vem a famosa frase “A América Para os Americanos” e como ela nunca representou as nações da américa, apenas os EUA, sendo que em inúmeros casos eles deixaram a influência europeia dominar sobre a américa.

 Mostrando inúmeros fatos interessantes, desde o anexo dos territórios Mexicanos, e em inúmeros momentos seu grande apego a escravidão, e inúmeras curiosidades de como funciona a política, ética e moral dos mesmos onde seu interesse econômico e de “colonizador” influenciaram suas ações, desde interferências em guerras em toda a América, e até mesmo invadindo e conquistando territórios de outras nações independentes.

 Além de apontar curiosidades por muitas pessoas desconhecidas, tal qual, o fato de os EUA serem uma das últimas nações na América a reconhecer a republica apenas alguns anos depois, e como em conferencias dos países americanos para ajudar a fazerem tratados eles sempre foram os menos interessados em tudo isso, e como eles nos influenciaram no começo da republica, e também como nos “aprisionaram” sobre suas asas, afinal a Doutrina Monroe de, A América para os Americanos é apenas para “eles”.

 Esse livro ao contrário do que podem, é de excelente leitura, super rápido e como disse antes fácil de se entender, e se você estiver bem definido em sua visão, provavelmente irá tirar um excelente conceito dele, e muito ira compreender sobre a ainda “real atualidade” brasileira.

Onde encontrar ? 

 Uma ótima vantagem deste livro é que além de ser uma excelente leitura, pode ser baixado gratuitamente pelo site da biblioteca do Senado, o que facilita muito, para baixar clique aqui: Livro A Ilusão Americana

 Se tiver interesse para localizar ele no skoob aqui já deixo o link também, https://www.skoob.com.br/livro/43797ED101223-a-ilusao-americana



[RESENHA] Teoria do Medalhão - Machado de Assis

Titulo: Teoria do Medalhão


Autor: Machado de Assis

★★★★★

Gênero: Literatura

Editora: EDUSC

Paginas: 32



O Autor:
  Machado de Assis, que brasileiro no mínimo nunca ouviu falar este nome ao menos uma vez? Nascido em 1839 e faleceu em 1908, filho de um pintor português e uma lavadeira negra, por sua vez, mulato, lutou, cresceu e conquistou sucesso em sua vida, sendo um dos escritores nacionais de maior reconhecimento, e também internacional, escritor de diversos livros e contos, dentre os mais famosos, “Memorias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba”, “Dom Casmurro”, “Helena”, “A Mão e a Luva” entre inúmeros outros. Foi um observador crítico e irônico de nossa sociedade no século XIX.

Resenha:

Este pequeno conto do Machado de Assis, publicado originalmente na Gazeta de Notícias em 1881 e logo após foi integrado ao livro Papéis Avulsos, é de uma leitura super rápida, porém não tão simples, deveras complexa, não nego que li muito mais que uma vez rsrs, mas não é difícil afinal, se tratando de Machado de Assis, é um conto muito agradável de se ler, e narra um diálogo entre um pai e filho, após o jantar de comemoração do filho que completou 21 anos, e a entrada do jovem a vida adulta, dialogo esse que acontece as 11 horas, (e termina em torno das 12), onde o pai, recomenda ao filho que este, se torne um medalhão, sendo assim uma pessoa que adquira fama e fortuna.

 Os conselhos do pai, para tornar o filho um medalhão, giram em torno de evitar que o próprio tenha raciocínios próprios, em caso o de submeter-se ao pensamento, onde o filho deve sempre se submeter ao pensamento neutro, com baixo conhecimento e limitação em seu vocabulário, jamais utilizar da ironia, afinal é algo que requer muito raciocínio, e que de certa forma mostra uma figura de um pai que falhou em seu desejo de ganancia pessoal e impõe este mesmo desejo ao filho, que no decorrer do livro age apenas, de forma passiva.


 Em si, uma leitura rápida (de conto mesmo, são apenas 16 páginas curtas rsrsrs mas como disse não deixa o livro fácil de se entender), e de inestimável valor, mostra no geral, a forma que vemos os títulos, onde o raciocínio não se torna algo primário, e como um título ou a fortuna e fama, são mais valorizados pela sociedade do que o conhecimento no geral, onde em si, se chega à conclusão que um quadro na parede pode se ter um valor maior o qual está dentro da pessoa em si, um conto que nos faz refletir muito sobre esse nosso estilo de vida, o quão valorizamos coisas que no geral não deveriam ter tanto valor assim. 

[RESENHA] A Redoma de Vidro

Titulo: A Redoma de Vidro (The Bell Jar)


Autor: Sylvia Plath

★★★★★

Gênero: Romance

Editora: Biblioteca Azul

Paginas: 280





Sinopse:


Esther Greenwood é uma jovem do interior dos EUA que vê sua vida se transformar em poucos meses. Criada nos subúrbios de Boston, Esther vai estudar numa prestigiosa universidade, e lá consegue uma bolsa para um estágio de um mês em uma revista feminina em Nova York. O mundo parece se abrir para a jovem, com promessas de vasta cultura, uma vida social agitada repleta de pessoas e toda uma cidade que se descortina à sua frente. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clínica psiquiátrica.

Fruto de uma revolução pré-sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher entre priorizar a profissão ou a família, Esther caminha na fronteira entre o casamento com um jovem promissor e tolo e a carreira de mulher independente e intelectual, realizada profissionalmente. Essas questões fazem Esther se recolher e afundar cada vez mais, numa época em que o diagnóstico e o tratamento da depressão eram bastante raros. Com crueza, a voz da personagem apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, as vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, isolando-a do mundo à sua volta.
Único romance da poeta americana Sylvia Plath, A Redoma de Vidro, publicado em 1963 com o pseudônimo de Victoria Lucas, logo tornou-se emblemático. Sua prosa esperta e envolvente narra este romance de formação que influenciou várias gerações, e que tristemente trás o indicio do trágico suicídio de Sylvia, algumas semanas depois da publicação do livro. Mais que um relato sobre o desequilíbrio emocional de uma grande personagem, A redoma de Vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento


O livro:

 Antes de começar a resenha propriamente dita, vou comentar sobre umas informações interessantes, e por sua vez, necessárias para a compreensão da estória do livro, livro esse “A Redoma de Vidro” sendo seu título original “The Bell Jar”, escrito por “Sylvia Plath”, sobe o pseudônimo de “Victoria Lucas” e publicado originalmente em 14 de janeiro 1963, poucas semanas antes do suicídio de Sylvia, que se sucedeu em 11 de fevereiro de 1963, menos de 1 mês após a publicação do livro, tendo por sua vez, a autora a idade de 30 anos apenas, deixando dois filhos, Frieda e Nicholas, ainda muito novos, sendo que Nicholas também cometeu suicídio por causa da depressão, livro esse considerado uma “semiautobiográfia”, este sendo o único romance escrito por ela, porém ela tem outros livros, todos de poesia, sendo produzidos filmes sobre sua obra, e também um sobre a própria autora, sendo um livro de aspecto importante, por mostrar de forma clara a visão de uma pessoa com depressão, mesmo que a vida possa entregar a ela imensas oportunidades, uma visão acida mundo por sua vez.
 O livro conta a estória da jovem Esther Greenwood, uma jovem que vive no que se poderia dizer, o melhor período de sua vida, bolsista de uma universidade, onde consegue por sua vez, um estágio de um mês em uma revista de moda na cidade de Nova York, onde ela passa por inúmeros momentos de grande reflexão, em meio a festas movimentadas, e muita indiferença em diversos momentos, como se, em nenhum momento realmente se preocupasse com o que acontecia, até o momento que ocorre um certo incidente nas vésperas de sua volta e o termino do estágio, onde se percebe claramente a mudança de seu comportamento como pessoa (certo, gostaria de falar sobre esse incidente, mas não quero dar spoilers não haha é algo apenas para se descobrir na leitura e apenas nela), à partir deste momento, tudo desmorona, e sua visão de indiferença e crítica do mundo só se tornam cada vez mais, destrutivas para ela, com a ideia de suicídio começando a pairar sobre sua mente, em diversos momentos, até a derradeira tentativa, onde após sobreviver é enviada a uma clínica de psiquiatria, onde, começa a acompanhar seus autos e baixos, seus tratamentos, e seu convívio com outras mulheres que estão internadas no local.

 A princípio não nego, achei o livro entediante, realmente uma leitura ao menos para mim, complicada (não sendo este meu estilo favorito) mas não demorou muito para o livro mudar totalmente a minha forma de encara ele, mudando a forma que passei a enxergar a protagonista, quando começamos a associar o livro a Sylvia, com sua visão de total indiferença da personagem, é um livro relativamente simples de se ler, dividido em 20 capítulos, o livro muda de narrativa, tornando se muito interessante, mas até certo ponto, me causando estranheza e aflição com a situação da protagonista, se percebe também facilmente a influência da “revolução sexual” e a visão da personagem, tal qual a forma que afeta a personagem e as pessoas em sua volta, sendo a protagonista completamente dividida em grande parte do livro entre carreira ou família, e um amor fracassado e decepcionante, que ajuda a ditar o rumo do livro, mas sem dúvidas amor, mesmo com certas negações, um livro indispensável ainda mais para o mês de setembro, sendo o mês amarelo, e a luta contra a depressão, uma doença destrutiva que afeta milhares até hoje, mas sem dúvidas para também indispensável, para tentar compreender a mentalidade da jovem escritora que cometera suicídio tão nova, sem dúvidas, é um livro indispensável para quem gosta das poesias dela, um livro indispensável para os fãs do gênero e sobretudo para compreender de forma simples, o psicológico de uma pessoa que tenha depressão, e sua visão indiferente do mundo no qual vivemos.