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[Resenha] A Ilusão Americana

Titulo: A Ilusão Americana


Autor: Eduardo Prado

★★★★★

Gênero: Literatura Nacional

Editora: Alfa-Ômega

Paginas: 138



Sinopse:

“Com o advento da República no Brasil consolidou-se a posição do Estados Unidos como nação hegemônica nas nossas relações comerciais, posição que anteriormente era ocupada pela Inglaterra. A mudança no sistema de governo era fundamental para que possa, a nação brasileira, integrar-se ao novo contexto da Américas. No Brasil a resistência à república apoiou-se em obras de intelectuais que abertamente posicionaram-se contra a influência dos Estados Unidos, e um desses intelectuais foi Eduardo Prado. Em sua obra A Ilusão Americana, podemos compreender o seu forte desejo de independência Eduardo Prado com seu livro buscou abrir os olhos daqueles que viam os Estados Unidos como um modelo a ser perseguido. Para Eduardo Prado os Estados Unidos comportavam-se como metrópole e viam as nações latino-americanas e consequente formação de um mercado consumidor eram considerações impensáveis. A Editora Alfa Ômega na certeza de contribuir com a bibliografia brasileira, principalmente no que diz respeito a literatura de contestação, reedita o livro A Ilusão Americana de Eduardo Prado. E para situar as idéias de Eduardo Prado num contexto mais atualizado o prefácio de Aldo Rebelo nos mostra como as coisas mudaram pouco nos últimos 100 anos. ”

O Autor:

 O autor, Eduardo Paulo da Silva Prado, nascido em 27 de fevereiro de 1860, sendo filho de uma família paulista tradicional, formado na Faculdade de Direito de São Paulo, era amigo do Barão do Rio Branco, Eça de Queiros entre outras figuras muito conhecidas até hoje, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 40, e também pertenceu ao Instituto de Histórico e Geográfico Brasileiro, combateu incansavelmente a república em sua formação sendo um monarquista, além de combater muito a grande interferência dos Estados Unidos principalmente no Brasil (já já explicarei um pouco melhor rsrs) escreveu inúmeros livros dentre eles o presente “A Ilusão Americana”, “Fastos da Ditadura Militar no Brasil”  dentre outros.
 Sendo uma curiosidade que no livro A Cidade e as Serras” de Eça de Queiros, Eduardo Prado foi o modelo do personagem Jacinto.
http://www.academia.org.br/academicos/eduardo-prado/biografia

O Livro:


 O livro, “A Ilusão Americana” lançado originalmente em 4 de dezembro de 1893, sendo vendido todos os exemplares prontos já no mesmo dia, e sendo proibida a sua venda já no mesmo dia, e no dia após o lançamento, a tipografia em que foi impresso foi cercada por uma força de cavalaria onde todos os seus exemplares foram apreendidos, lembrando que era o começo da Republica dos Estados Unidos do Brasil, praticamente recém proclamada, e no governo de Floriano Peixoto (chamado de Marechal de Ferro pela violência que achou necessária usar).
Resenha:

 Esse livro, “A ilusão Americana”, afinal, qual o motivo de ter sido proibido no Brasil em sua publicação? Afinal, sobre o que ele fala?

 Questões super simples de se resolver quando se termina esse livro, o livro foi proibido afinal é uma crítica a influência dos EUA no Brasil, afinal, desde o início, fomos um “plagio” desde o nome até a bandeira, ai a maior crítica imposta pelo autor, e como nossos primeiros presidentes se manterão pela violência empregada contra o próprio povo esse livro não poderia ser aceito, por ser uma critica ao principal modelo de republica e "liberdade" do momento.

 Sendo o livro dividido em 5 capítulos, todos relativamente fáceis e rápidos de serem lidos, não é um livro que apresente uma grande complexidade, e usa de inúmeros exemplos e informações seguras, mostrando como funciona a “fraternidade americana” e a famosa Doutrina Monroe de onde vem a famosa frase “A América Para os Americanos” e como ela nunca representou as nações da américa, apenas os EUA, sendo que em inúmeros casos eles deixaram a influência europeia dominar sobre a américa.

 Mostrando inúmeros fatos interessantes, desde o anexo dos territórios Mexicanos, e em inúmeros momentos seu grande apego a escravidão, e inúmeras curiosidades de como funciona a política, ética e moral dos mesmos onde seu interesse econômico e de “colonizador” influenciaram suas ações, desde interferências em guerras em toda a América, e até mesmo invadindo e conquistando territórios de outras nações independentes.

 Além de apontar curiosidades por muitas pessoas desconhecidas, tal qual, o fato de os EUA serem uma das últimas nações na América a reconhecer a republica apenas alguns anos depois, e como em conferencias dos países americanos para ajudar a fazerem tratados eles sempre foram os menos interessados em tudo isso, e como eles nos influenciaram no começo da republica, e também como nos “aprisionaram” sobre suas asas, afinal a Doutrina Monroe de, A América para os Americanos é apenas para “eles”.

 Esse livro ao contrário do que podem, é de excelente leitura, super rápido e como disse antes fácil de se entender, e se você estiver bem definido em sua visão, provavelmente irá tirar um excelente conceito dele, e muito ira compreender sobre a ainda “real atualidade” brasileira.

Onde encontrar ? 

 Uma ótima vantagem deste livro é que além de ser uma excelente leitura, pode ser baixado gratuitamente pelo site da biblioteca do Senado, o que facilita muito, para baixar clique aqui: Livro A Ilusão Americana

 Se tiver interesse para localizar ele no skoob aqui já deixo o link também, https://www.skoob.com.br/livro/43797ED101223-a-ilusao-americana



[RESENHA] A Escrava Isaura

(Capa da minha edição que usei)

Titulo: A escrava Isaura

Autor: Bernardo Guimarães

★★★★★

Gênero: Romance

Editora: Melhoramentos

Paginas: 164




História: 

 Este livro, “A Escrava Isaura”, além de ser um grande marco para o abolicionismo no Brasil, sem dúvidas me chama a atenção desde o momento que o comprei (em um sebo, sim, amo livros de sebo), (ainda mais agora que planejo ler os principais da nossa literatura haha), e o que acaba chamando a atenção por fora para o escritor do livro, Bernardo José Da Silva Guimarães, nascido em Ouro Preto-MG em 15 de agosto de 1825, considerado um homem de simplicidade extrema, simples e bom, com uma aparência rustica, e abertamente gostava de ser tomado por caipira, sendo seus romances considerados da corrente Sertaneja ou Sertanejista, assim conhecido na literatura nacional, tem um lugar marcante na história da literatura nacional, e em uma comparação para iguais, pode ser comparado ao livro estadunidense  “A Cabana do Pai Tomás” escrito por Beecher Stowe, um livro abolicionista que fez o presidente dos EUA Lincoln chorar (e o qual planejo trazer a resenha para o blog em um futuro não tão distante hehe) sendo este livro lançado originalmente no ano de 1875 e um dos livros de maior importância do escritor.
 O livro se baseia na história de Isaura, uma escrava branca, filha de um português, e sua mãe uma escrava negra, que morreu de forma brutal, porém recebeu uma boa educação por criação, sendo ela criada pela família que dela era dono, pela matriarca, que com seu último desejo, desejava firmemente a carta de alforria para Isaura, que como dito, recebeu uma educação de excelência além do enorme afeto que com ela tinha por ser sua maior companhia, por ter sido ela a dar a educação a Isaura, porém com sua morte seu desejo não foi atendido, sendo o pai da Isaura um dos principais personagens, que luta desesperadamente por uma forma de libertar a sua filha da escravidão, seu pai, homem simples e humilde de nome Miguel um homem livre, que conseguiu juntar a quantia necessária para comprar Isaura e libertá-la, mas tudo tem seu porém, que trabalhou outrora na fazenda de Leôncio, homem frio e sem coração, que não mede esforços para que consiga ter Isaura a seus braços, e é o dono de Isaura, um senhor devasso e que de forma alguma deseja libertar Isaura, com um desejo sombrio de conquistá-la e que possa assim, tomar ela por prazer na devassidão,  casado com Malvina, que por sua vez também deseja a liberdade de Isaura. Sendo Isaura, dona de uma alma nobre e orgulhosa, recusa todas as tentativas de sedução de seu dono, mesmo tendo em mente do perigo destas recusas, sendo uma defensora de sua própria honra.
 O livro apresenta de uma forma incrível, e muito bem detalhada, o estilo de vida da época, e retrata as consequências de um modelo político que adotava a escravidão e sua brutalidade, porém, além de tudo, mostra como ela pode ser destrutiva para uma sociedade, e para seu povo, que como dito em certas fontes, teve como principal público as mulheres do período.
 A medida que vão rolando os acontecimentos do livro, entra em cena, um romance muito interessante, no momento em que Álvaro, se apaixona por Isaura, e como dito no livro, um homem duas vezes rico, o qual não polpa esforços para ver sua amada alforriada e livre, até certo ponto, como todos da nossa literatura clássica, o livro contém um palavreado de certa forma complicado, usando inúmeras palavras que são de pouco uso na sociedade atual nossa, mas que retrata de forma majestosa o momento e a época.
 É um livro de leitura rápida contendo 164, apresenta capítulos curtos, que não ultrapassam a margem das 8 páginas, sendo cada página rápidas e fáceis de se ler, além de muito prazeroso, a leitura é muito boa, sendo possível devorar esse livro de forma muito rápida.
 É um marco para nossa literatura, chamou atenção do próprio imperador D. Pedro II (sendo o próprio, que já lutava pelo fim da escravidão a muito no Brasil junto a Princesa Isabel e membros da família imperial), esse livro é de leitura indispensável para quem deseja se aprofundar mais na nossa literatura, indispensável para quem gosta de nossa literatura (até certo ponto indispensável para qualquer brasileiro haha) e um dos poucos livros que merece uma nota máxima sem dúvidas, merece um 10/10, e sem dúvidas importante para a divulgação e expansão da causa abolicionista da época, que já contava com inúmeros adeptos de grande valor, é um livro tão simples como o seu escritor, porém merecedor do titulo que tem, um grande clássico nacional, de valor indescritível e indispensável.


DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL + RESENHA

Eai pessoal, como estão?


Para quem não sabe, dia 2 de Abril é o dia Internacional do Livro Infantil e dia 18 de Abril é o Dia Nacional do Livro Infantil, e como eu tenho falado aqui no blog, é importante incentivarmos a leitura, principalmente para as crianças, por isso,fiz um post super fofinho com direito a resenha especial para vocês!


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Vamos, mais uma vez, deixar um contexto histórico…


A literatura infantil é a porta de entrada para um universo lúdico e cheio de possibilidades. Uma criança que recebe o estímulo à leitura certamente será um adulto leitor, e todos nós sabemos dos incontáveis benefícios que o hábito de ler proporciona em diversos aspectos da nossa vida. Para divulgar a literatura e assim conquistar novos adeptos, foi instituído o Dia Internacional do Livro Infantil, celebrado a cada 2 de abril.
Bom, a data não foi escolhida ao acaso, já que o dia 2 de abril é o aniversário de nascimento de um dos mais importantes nomes da literatura infantil, o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Andersen não foi o primeiro a escrever para o público infantil, mas é considerado o primeiro autor a adaptar fábulas já existentes para uma linguagem mais adequada ao universo dos pequenos. Foi dele a ideia de transmitir, por intermédio de antigas histórias, moral e valores, concepção que ainda não havia sido abordada por Charles Perrault, considerado o pai da literatura infantil, e pelos Irmãos Grimm, que apenas adaptavam as histórias cujos finais não eram tão felizes assim...


Como temos dito muito por aqui, é muito importante mostrarmos para as crianças que a leitura é fundamental para a nossa vida e, da mesma forma como plantamos um feijãozinho na aula de ciências, devemos também plantar a sementinha da leitura em nossos pequeninos.

Por isso eu deixo aqui a resenha de um livro que serve para TODAS as idades!

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Nome: O pequeno príncipe (versão em quadrinhos)
Autor: Antoine de Saint-Exupéry - Adaptado por Joann Sfar
Editora: Agir
Páginas: 112
ISBN: ISBN-13: 9788522008377
Gênero: Fábula, Infantil,  Infantojuvenil , Jovem adulto, Filosofia
Ano de publicação: 2008
★★★★★


Sinopse

Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi um dia. "O Pequeno Príncipe" devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino. O clássico de Exupéry adaptado para os quadrinhos por Joann Sfar.

“Por que a inércia da vida nos leva vagarosamente, enquanto as pedras no caminho nos arrancam suspiros?”

Minha gente, alguém me explica que livro é esse?
Fofo, instigante, contagiante, educativo, provocativo e totalmente adptável. Esses são algumas palavras que eu posso usar para, talvez, tentar explicar o que eu senti lendo O Pequeno Príncipe.

Mãe, se você estiver lendo isso agora, me desculpe por não ter te ouvido e lido esse livro antes.

Desde pequena - certo, eu sei que não cresci muito até hoje - minha mãe sempre me incentivou a ler muito, e um dos livros que eu nunca consegui ler desde aquele tempo até poucos dias atrás foi O Pequeno Príncipe. A edição que eu tenho é a tradicional, que todos conhecem e nunca me atraiu, só lia té a página 10 e parava, SEMPRE, não dava para passar disso, assisti até o filme - aquela primeira versão do filme - e achei mais interessante.
Minha versão

Mas esse meu bloqueio só rolou até o dia em que meu amigo bibliotecário me envio o e-mail de novas aquisições e lá estava ele, lindo e belo, O Pequeno Príncipe em Quadrinhos. Gente, sério, olha que capa maravilhosa, olha os desenhinhos, são maravilhosos, e eu, boa amante de quadrinhos como sou, não me contive e peguei emprestado.

Como eu já havia tendado ler a outra versão diversas vezes sem obter sucesso, acabei demorando um pouco para ler o quadrinho - mesmo depois dessa propagando toda - até ver que o dia da devolução estava próximo e eu nem tinha começado a ler.

Agora vamos de fato tratar do livro. Com suas 112 páginas, o livro O Pequeno Príncipe em Quadrinhos consegue abordar solidão, amor, dor, perda e diversas situações que vivemos no nosso dia e, muitas vezes, não sabemos lidar.

O Pequeno Príncipe é um garotinho que, na sua inocência, faz um homem adulto aprender que as pessoas coisas fazem muita diferença. Da cobra à raposa, o livro é inspirador, nos fazendo pensar emnossas atitudes e em como temos vivido nossas vidas.

Desta leitura eu me ative muito à flor que o Pequeno Príncipe cativou e eu pensei muito sobre como eu tenho cultivado as pessoas. Quando o assunto sou eu, o que as pessoas falam de mim? Eu tenho mais afastado as pessoas do que atraído? Eu tenho cultivado minhas amizades e relacionamentos?

Retirado da Internet

Muitas perguntas ficaram em minha cabeça e, como base de um experimento, passe 1 mês me auto-observando, prestando atenção em tudo o que eu falava e no impacto que as minhas palavras surtiam nas pessoas, a resposta foi tão grande que cheguei a ouvir uma amiga minha dizer
“Para mim você é como uma deusa, sempre decidida em firme em suas convicções”, e isso foi muito gratificante pois me mostrou que eu estou seguindo o caminho que, para mim é certo. Apesar de saber que tenho que melhorar em diversos assuntos, sei que em uma área, pelo menos, eu estou agindo bem.

E você, como tem cultivado as pessoas? O que você anda dizendo a elas?

Fica a reflexão. Agora que eu li uma versão, a que eu tenho em casa ficou muito mais atrativa, quem sabe eu não trago um novo olhar da próxima vez?


Bem, é isso pessoal, muito obrigada e até mais tarde!

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